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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Brasil vai dobrar contribuição para a OMS em 2014

Países ricos não vão bancar sozinhos o orçamento; os emergentes - dentre eles o Brasil, salve, salve - bufavam que queriam um peso cada vez maior nas decisões da OMS. Taí. 26 milhões de DÓLARES aos programas da OMS. Uma pechincha, já que a NOSSA saúde vai muito bem, obrigada.
 
 
Por Jamil Chade - O Estado de S. Paulo
GENEBRA – Apesar de viver uma falta de médicos e de ainda registrar dezenas de hospitais pelo País com sérias dificuldades para materiais básicos, o governo brasileiro irá quase dobrar suas contribuições financeiras para a Organização Mundial da Saúde a partir de 2014, numa nova divisão da conta da saúde mundial.
Dados obtidos com exclusividade pelo Estado revelam que, já no ano que vem, o Brasil será obrigado a aumentar em 82% suas contribuiçõs à entidade que se ocupa da Saúde no mundo, destinando mais de US$ 26 milhões. Apesar do salto, o Brasil ainda contribui com apenas 10% do que o bilionário Bill Gates dá a cada ano para a OMS para programas de saúde pelo mundo. (Leia mais)

Fonte: O Estado de S. Paulo - Imagem: Reprodução
 
 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

31 de Maio - Dia Mundial Sem Tabaco



O Brasil gastou no ano passado R$ 21 bilhões no tratamento de pacientes com doenças relacionadas ao cigarro, revela estudo inédito financiado pela Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). O valor equivale a 30% do orçamento do Ministério da Saúde em 2011 e é 3,5 vezes maior do que a Receita Federal arrecadou com produtos derivados ao tabaco no mesmo período.

A divulgação foi feita na véspera do Dia Mundial sem Cigarro, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo demonstra ainda que o tabagismo é responsável por 13% das mortes no país. São 130 mil óbitos anuais (350 por dia). Os resultados são fruto da análise de dados de 15 doenças relacionadas ao cigarro. Quatro delas - cardíacas, pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão e acidente vascular cerebral - responderam por 83% dos gastos.

Os custos, segundo uma das coordenadoras do estudo, a economista da Fundação Oswaldo Cruz Márcia Teixeira Pinto, são referentes às despesas tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na saúde suplementar. "Há tempos buscamos números que indiquem o impacto do tabagismo na economia do país", diz a diretora executiva da ACT, Paula Johns. Um dos argumentos da indústria do fumo para frear medidas de prevenção é a alta arrecadação de impostos, além da alta quantidade de empregos concentrada na atividade.

No debate mais recente, feito durante a discussão da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para proibição de aditivos ao cigarro, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontou que em 2010 a indústria recolheu R$ 9 3 bilhões de tributos e gerou receita de R$ 4,1 bilhões. "Não concordamos com o número apresentado por eles de arrecadação. Mesmo assim, é mais do que a metade do gasto com doenças", afirma Paula.
Segundo ela, os números mostram que ainda há muito o que ser feito no combate ao tabagismo. Entre reivindicações está a regulamentação da lei que proíbe fumo em locais públicos fechados e a da proibição de propaganda nos locais de venda.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.