quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mulheres Feias - por Hildegard Angel


Olha a verdadeira beleza aí! Parabéns, Hildegard pela discussão sobre Gisele Bündchen e nas palavras da mana Deborah, a objetificação da mulher, incitação do machismo. Esses comerciais são machistas, estimulam o machismo. Machista é quem bate em mulheres, machista é quem mata mulheres!








Divulgação


"As redes sociais discutem se é válida a intenção da Secretaria de Políticas de Mulheres de retirar do ar a campanha de lingeries com Gisele Bündchen, considerada discriminatória. No comercial, Gisele só conseguiria ascendência sobre o marido se ficasse seminua, de lingerie. Vestida, jamais!


Mas eu proponho a discussão sobre outro tipo de preconceito, até mais cruel e excludente: aquele contra as Mulheres Feias. Na primeira página de O Globo hoje, a sacada, que, não posso negar, é espirituosa, confrontando a ministra Iriny Lopes, feia, versus Gisele, linda. E ainda a vinheta "certo", ao lado de Gisele. Implícito fica que a vinheta "errado" estaria no lado oposto, o de Iriny.

O que faz subentender que não é só andar vestida que é "errado". Ser feia também é. Porém, por uma dessas doces ironias que fazem refletir, são justamente as mulheres feias que neste dia 29 de setembro de 2011 embelezam o noticiário..." (Leia mais no Blog da Hildegard Angel)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Anderson Silva ataca de dançarino

Ontem (25), foi divulgado o clipe da nova música de Marisa Monte, "Ainda Bem", primeira faixa que lidera o novo álbum, ainda sem nome. O clipe em P&B, mostra uma coreografia da cantora com o lutador de MMA Anderson Silva.
Gente, além de tudo, o cara ainda dança! Uma graça a canção e a participação do "Spider"!

"Ainda Bem" - Marisa Monte/Arnaldo Antunes


                 

Semanita nova!

E hoje é segunda! Só agora tive tempo de passar pelo blog e deixar um recadinho aos leitores queridos que frequentemente estão por aqui! E lá pelas bandas de MG (terra de minha mãe), a coisa anda "quente" com o incêndio que atingiu o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça e a Serra do Curral, na região metropolitana de Belo Horizonte, uma das principais áreas verdes de Minas Gerais. Gente irresponsável que começa um incêndio dessa proporção! Enfim, são as situações catastróficas com as quais a população tem que conviver. Em SP, as pessoas começam a se preocupar com a chuvas, que alagam bairros inteiros trazendo desespero a seus moradores. Onde estão os piscinões que seriam construídos até novembro? Vou te contar, viu...! Na hora de pedir voto, prometem até a paz no Oriente Médio, sem sequer saber onde fica no mapa!
Mas hoje é apenas segunda, a semana está começando e coisas boas por certo virão!

Beijocas, saúde e muito amor no coração!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Saia x Salários Mais Altos

E não é que elas - as saias - podem ser fortes aliadas na conquista de um salário maior? Um estudo realizado pela Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, revela que as mulheres que usam saias, ao invés de calças, são consideradas mais confiáveis no trabalho e estão mais propensas a ganhar mais.

Foto - divulgação

Isso quer dizer que, as tentativas de se vestir como os homens para conquistar espaço no mercado de trabalho, são vãs, amores!  De acordo com a pesquisa, saia ajuda a equilibrar profissionalismo com atratividade. (uol) Leia mais!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Bom dia!!


Amores, que a quarta-feira seja plena, produtiva e que traga conforto aos corações atormentados (e tem lá coisa pior que um coração apertado por sentimentos ruins?) - então, desejo que qualquer sentimento ruim e opressivo possa ser arrancado de seu coração e transformado em bálsamo que irá converter em harmonia e equilíbrio, suas lágrimas de frustração e desespero.

Carpe diem!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SOU UM DOS 999.999 POETAS DO PAÍS - por Afonso R. de Sant'Anna

INTRODUÇÃO SÓCIO-INDIVIDUAL DO TEMA

Sou um dos 999.999 poetas do país que escrevem enquanto caminhões descem pesados de cereais e celulose
ministros acertam o frete dos pinheiros carregados em navios alimentados com o óleo que o mais pobre pagará.

(- Estes são dados sociais
de que não quero falar, embora

tenha aprendido em manuais

que o escritor deve tomar o seu lugar na História

e o seu cotidiano alterar.)


Sou um dos 999.999 poetas do país

com mãe de olhos verdes e pai amulatado

ela - a força de áries na azáfama da casa

......a decisão do imigrante que veio se plantar

ele - capitão de milícias tocando flauta em meio

às balas

......lendo salmos em Esperanto sobre a mesa

......domingueira.


  (- Estes são sinais particulares

......que não quero remarcar, embora

......tenha aprendido em manuais

......que o que distingüe a escrita do homem

......são seus traços pessoais que ninguém pode

......imitar.)



Sendo um dos 999.999 poetas do país

desses sou um dos 888.888

que tiveram Mário, Bandeira, Drummond,

Murilo, Cecília, Jorge e Vinícius como mestres

e pelas noites interioranas abriam suas obras

lendo e reescrevendo os versos deles nos meus versos

com deslumbrada afeição.



Desses sou um dos 777.777 poetas

que se ampliaram ao descobrir Neruda, Pessoa,

Petrarca, Eliot, Rilke, Whitman, Ronsard e Villon

em tradução ou não

e sem qualquer orientação iam curtindo

um bando de poetas menores/piores

que para mim foram maiores

pois me alimentavam com a in-possível poesia

e a derramada emoção.



Desses sou um dos 666.666 poetas

que fundando revistinhas e grupelhos aspiravam

(miudamente)

à glória erótica & literária

e misturando madrugadas, festas, citações, sonhos

....... de escritor maldito e o mito das gerações

depois da espreita aos suplementos

batem à porta do poeta nacional para entregar

poemas

(com a alma na mão)

esperando louvor e afeição.



Desses sou um dos 555.555

que um dia foram o melhor poeta de sua cidade

o melhor poeta de seu estado

dos melhores poetas jovens do país

e quando já se iam laureando aqui e ali em plena arcádia surpreenderam-se nauseados

e cobrindo-se de cinza retiraram-se para o deserto

a refazer a letra do silêncio

e o som da solidão.



Desses sou um dos 444.444 poetas

que depois da torrente de versos adolescentes e noturnos

se estuporaram per/vertidos nas vanguardas

e por mais de 20 anos não falamos de outra coisa

senão da morte do verso e da palavra e da vida do sinal

acreditando que a poesia tendia para o visual

e que no séc. XXI etc. e etc. e tal.



Desses sou um dos 333.333 poetas

que depois de tanto rigor, ardor, odor, horror

partiram para a impureza (consciente) das formas

podendo ou não rimar em ar e ão

procurando o avesso do aprendido

o contrário do ensinado

interessado não apenas em calar, mas em falar

não apenas em pensar, mas em sentir

não apenas em ver, mas contemplar

fugindo do falso novo como o diabo da cruz

porque nada há de mais pobre que o novo ovo de ouro

gerado por falsas galinhas prata.



Desses sou um dos 222.222 poetas

que penosamente descobriram que uma coisa

é fazer um verso, um poema ou mais

e receber os elogios médio-medianos dos amigos

e outra, bem outra, é ser poeta

e construir o projeto de uma obra

em que vida & texto se articulem

...... letra & sangue se misturem

.....espaço & tempo se revelem

e que nesta matéria revém o dito bíblico

- muitos os chamados, poucos os escolhidos.



Desses sou um dos 111.111 professores

universitários ou não

que antes de tudo eram poetas-patetas-estetas-profetas

e que depois de ver e viver da obra alheia

estupefactos

descobrem que só poderiam/deveriam

sobreviver com a própria

..... que escondem e renegam

por pudor

........... recalque

................... e medo.


Afonso R. de Sant'Anna

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Música de hoje - Que Nem Maré

"É você o meu lugar, quando tudo por um fio está...!"

Jorge Vercilo - Que Nem Maré