terça-feira, 23 de setembro de 2008

Chacina deixa 15 mortos em Guaíra

Uma disputa entre gangues de traficantes brasileiros da região oeste do Paraná, provavelmente com ramificações no Paraguai, provocou a morte de 15 pessoas e o ferimento em outras oito no início da tarde desta segunda-feira, 22, em Guaíra, a cerca de 640 quilômetros de Curitiba. As primeiras informações da polícia apontam que a causa do massacre foi uma dívida de R$ 4 mil. "É uma guerra do tráfico de drogas e não propriamente uma chacina", disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari. Pelo menos 200 homens das polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal estão mobilizados na captura dos autores, mas provavelmente eles fugiram para o Paraguai. O secretário adiantou que nesta terça-feira, 23, deve conversar com autoridades do país vizinho para somar mais forças nas buscas. "Não vamos permitir que quadrilhas coloquem em risco a tranqüilidade dos moradores do município", acentuou. Por enquanto, as conversas ficarão entre as autoridades policiais, sem envolvimento diplomático. Segundo Delazari, possivelmente cinco pessoas foram os autores das mortes. Nos locais vistoriados pelos policiais foram encontradas cápsulas de balas de quatro calibres diferentes. O secretário afirmou que a polícia já sabe quem é o chefe dessa quadrilha, mas preferiu não revelar o nome para não atrapalhar as buscas. Os levantamentos feitos pela polícia e o depoimento de alguns feridos apontam que eles vieram provavelmente do Paraguai, atravessando o lago de Itaipu com um barco, mesmo meio de transporte utilizado para a fuga. Em uma favela da Vila Santa Clara, que fica às margens do lago, dirigiram-se para uma casa, onde estava Jocemar Marques Soares, conhecido como Polaco, que seria o líder da outra quadrilha. Ele já esteve preso por tráfico de drogas. "Chegaram perguntando quem iria pagar a dívida", relatou Delazari. Segundo o secretário, na casa foram mortas duas mulheres, uma delas possivelmente menor de 18 anos. Polaco foi levado para um galpão nas proximidades, onde teria sido obrigado a chamar sete pessoas que fariam parte de sua quadrilha. "Todos foram executados ali", disse o secretário. O líder também caiu morto no galpão. No caminho até o lago ficaram mortas mais três pessoas e, no porto, outras duas também morreram. Delazari disse que provavelmente essas pessoas pertenciam ao mesmo esquema. Segundo ele, alguns dos oito feridos fingiram-se de morto e prestaram depoimento esta tarde. A polícia deve investigar qual a ligação que eles tinham com Polaco. No local foram encontrados três veículos com placas de Curitiba, Uberlândia (MG) e Osvaldo Cruz (SP). Um helicóptero e um avião do governo do Estado seguiram para a região de Guaíra para ajudar nas buscas e levar policias dos grupos de elite. "Vamos empreender todos os esforços para prendê-los", reforçou o secretário. (Bondenews)
Uma intervenção urgente e de extrema seriedade deve ocorrer não só em Guaíra mas em Foz do Iguaçu também, locais que diariamente oferecem manchetes absurdas e intoleráveis de violência ocasionada pelo tráfico de drogas. Aqui perto. Enquanto nosso país está mergulhado numa crise de violência e corrupção, nosso presidente recebe prêmio da ONU. Onde vamos parar com tanta insegurança e com os traficantes agindo à luz do dia, debaixo do nariz das autoridades brasileiras?

Um comentário:

  1. "É uma guerra do tráfico de drogas e não propriamente uma chacina".
    O que esse cidadão entende por chacina?
    Chacina não envolve necessariamente pessoas de bem, convém que se esclareça.
    O que resulta patente é que o Paraná está precisando urgentemente de intervenção federal, porque o governo do Estado já se provou incapaz de qualquer ação eficaz contra o crime organizado, devendo possivelmente ser reavaliado o treinamento recebido.

    Zé do Coco

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